Casa Agrícola Roboredo Madeira

LAGAR DE AZEITE
 

AZEITE / EXTRACÇÃO

 
A Apanha da azeitona é feita à mão ou com recurso a vibradores, é no Douro Superior efectuada geralmente pela CARM no início de Novembro prolongando-se até ao Natal, quando a azeitona passa da cor verde para preto, de modo a preservar todo o potencial frutado da azeitona. O óptimo de maturação está intimamente associado a uma cor violácea da azeitona. As variedades utilizadas para a obtenção dos azeites CARM são: Verdeal, Cobrançosa, Negrinha e Madural.

De modo a preservar todo o potencial do fruto, a azeitona deve sempre ser apanhada com temperaturas acima dos 5ºC, já que azeites obtidos com azeitona apanhada abaixo dessa temperatura apresentam defeitos como "gelados" ou "secos".

 

 
Para a obtenção de um bom azeite extra virgem devemos reduzir ao máximo o tempo de transporte entre a apanha e a laboração da azeitona, a CARM tem como premissa laborar a azeitona apenas que possível após a apanha. De modo a evitar qualquer maceração, a azeitona é apanhada e transportada até ao lagar em pequenas caixas perfuradas de modo a evitar quaisquer reacções de origem microbiana ou enzimática, preservando-se deste modo o perfeito estado sanitário do fruto. A desfolha é uma operação indispensável, já que aquando da apanha, é de todo impossível eliminar as folhas que vêm conjuntamente com a azeitona, que quando não efectuada ou incorrectamente efectuada, dá origem a azeites defeituosos, com gosto a folha verde e terra. A lavagem da azeitona é efectuada imediatamente antes da moagem, de modo a remover resíduos de terra, folhas, etc., em lavadora vibratória com água corrente desclorada.

 

 
A Moagem é efectuada em moinhos de pedras, (galgas cónicas de granito) o que resulta que esta operação, sendo feita a baixas temperaturas e sem a adição de água origine "pastas" que conservam em toda a sua plenitude a fracção aromática potencial da fruta, a CARM optou por esta tradicional tecnologia actualmente abandonada em Portugal em detrimento de outras que possibilitam mais elevadas produtividades, visto ser a única que preserva todo o potencial aromático da azeitona, em Portugal estão generalizados os moinhos de martelos que a elevadíssima velocidade de rotação moem a azeitona a temperaturas de quase 80ºC destruindo à partida, uma parte substancial de toda a fracção aromática.

 

 

A Homogeneização, consiste em agitar a pasta obtida da moagem de modo a favorecer a agregação das micelas oleíforas, a CARM executa esta operação em tempos reduzidos com vista à obtenção de um azeite isento de defeitos em detrimento de elevadas produtividades.

A Extracção é feita em sinoleia por percolação (técnica que aproveitando as diferentes tensões superficiais dos líquidos, neste caso água e azeite, os separa utilizando finas lâminas em aço inox que entrando e saindo da pasta em lenta agitação, extraem por adesão superficial o azeite que pinga por gravidade para o exterior), a CARM optou por este tipo de extracção visto ser aquele que alia a mais suave técnica de extracção a frio a uma higiene nitidamente superior.

Centrifugação, técnica de clarificação do azeite obtido, a CARM efectua esta operação a frio sem adição de água, de modo a evitar a solubilização de importantes compostos responsáveis pelo perfil organoléptico do produto.
  

Todo o processo produtivo acima descrito é seguido pela CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, Lda dentro da máxima higiene e apenas utilizando aço inox em toda a instalação, tendo em atenção os seguintes detalhes:

  • o processo decorre a uma temperatura máxima de cerca de 25ºC - de modo a preservar todos os compostos aromáticos contidos na azeitona que a temperaturas superiores se volatilizariam;

  • não há qualquer adição de água à pasta durante o processo, já que muitos dos compostos fenóicos que são fundamentais para a qualidade do azeite são também solúveis em água, pelo que a adição de água reduz consideravelmente a qualidade do azeite;

  • de modo a reduzir eventuais oxidações durante o processo e conservação do azeite a CARM utiliza em todo o processo bombas do tipo "mono".

 

 

Os azeites poderão ser "biológicos", quando a azeitona que lhes dá origem provém exclusivamente de olivais cultivados biologicamente, i.e. sem adubações químicas e sem tratamentos fitossanitários, o que à partida pressupõe produções muito baixas por hectare e azeitona isenta de resíduos químicos danosos para a saúde.

Para que o azeite seja biológico, deve também sob o ponto de vista químico ser sujeito a complexas análises químicas, de modo a que prove estar isento de organo-fosfatados, produtos que tão grande polémica suscitam a nível de saúde nos dias de hoje em todo o mundo. O lagar da CARM está certificado biologicamente, i.e. obedece estritamente a todas as normas biológicas de tratamento de resíduos.

 

A certificação Biológica é feita pela empresa SATIVA - reconhecida a nível de EC. A certificação e aprovação dos azeites DOP (Denominação de Origem Protegida) é efectuada pela AOTAD (Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro).

 

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Dos grandes rios nascem os grandes vinhos. Do Douro também nascem os melhores azeites.